Por Jessica Kuchar
A área de Pessoas que não entende de receita, LTV e da diferença entre custo e despesa não participa da estratégia.
Sem entender como o negócio vende, cresce ou perde dinheiro, o RH desenvolve sem prioridade e mantém estruturas que não se pagam.
O RH precisa entender de onde vem o dinheiro que paga sua folha.
Sem isso, a prioridade vira palpite, e toda decisão relevante sobre gente é tomada em outra sala, por quem sabe fazer essa conta, mas nem sempre entende de gente.
Custo gera receita.
Despesa consome caixa.
Confunda os dois e você corta o que deveria crescer e sustenta o que já deveria ter morrido.
Toda empresa já manteve um cargo criado para um problema que já foi resolvido, sustentado por inércia, não por necessidade.
RH raso administra esse cargo sem questionar nada.
A área de Pessoas de verdade pergunta:
Essa cadeira ainda gera valor proporcional ao que custa?
Quando não se tem resposta, esse silêncio tem preço — e quem paga é o caixa da empresa.
Quando o RH entende o peso das decisões de quem empreende, deixa de ser uma área que apenas defende orçamento, justifica iniciativas ou briga por brindes em datas comemorativas.
Passa a provar impacto.
Porque toda cadeira custa, e cabe ao RH garantir que ela também tenha ROI.
RH estratégico não é o que fala sobre pessoas.
É o que transforma pessoas em resultado tangível no caixa.

Chief of Staff da CNP e defende uma tese simples: a área de Pessoas não conquista espaço na mesa estratégica com percepções, sentimentos e boas intenções. Conquista quando prova, com números, como pode gerar receita, proteger margem e impedir que a
empresa deixe dinheiro na mesa.
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