Você ja experimentou se demitir? – Francine Bezerra

Por Francine Bezerra

Ao longo da minha carreira de quase 20 anos como headhunter, já participei da trajetória de muitos executivos e acompanhei empresas em diversos momentos de suas jornadas.

Nos últimos 10, passei a atuar também de um lugar diferente: como empresária. Continuo acompanhando o mesmo público e, com muitas horas de entrevista no currículo, percebi um padrão de comportamento.

Quero dividi-lo aqui em forma de pergunta — afinal, acredito que as melhores soluções vêm das perguntas certas, e não de respostas prontas.

E eu quero a sua resposta sincera:

Você já experimentou se demitir?

Não estou falando da empresa onde você está, nem de uma em que já trabalhou, nem de um momento específico da sua vida profissional. Estou falando de algo anterior.

Antes de fazer qualquer movimento de carreira, você precisa se demitir do lugar onde está hoje. Da posição em que você se colocou.

Para alcançar o lugar que almeja, o seu próximo passo, você precisa se demitir de onde está. Costumo dizer que é o ato de pular da ponte e cortar as cordas.

Porque, se você caminha olhando para trás, perde a chance de viver o que deseja em plenitude.

E eu aposto com você que existe muito potencial desperdiçado aí. Muita coisa que você faz, que sabe que não deveria, mas se permite levar por desculpas — todas verdadeiras.

Eu sei, porque eu também faço isso.

Essa é a famosa zona conhecida, que está bem longe de ser confortável.

Só que a cadeira que você quer ocupar exige essa decisão.

Você precisa se demitir da imagem que criou de si mesma, das crenças que a trouxeram até aqui, da história que você tem se contado — até do plano que você fez.

Porque a posição que você almeja pede que você seja muito mais.

E você merece isso. Por você e por tudo que está por vir.

Quando a gente deixa de se arriscar, deixa de mover um mundo muito maior.

No ano passado, além da minha consultoria de executive search, a Ditah, eu dei mais um salto de coragem e fundei uma comunidade para mulheres de RH: o Elas do RH.

Acredito nas conexões como forma de impulsionar o protagonismo e tenho como missão fazer com que mais pessoas saiam do cativeiro em que nós mesmas nos colocamos.

Foi mais uma forma de me demitir do ego e buscar um movimento maior.

E você?

De que lugar precisa se demitir para que o seu legado seja ainda maior?

Bora dominar o mundo juntas?


Headhunter há quase 20 anos, atua na decisão de liderança das maiores empresas do Brasil. Fundou a Ditah há 10 anos, consultoria de executive search da qual surgiu o Elas do RH, comunidade que impulsiona o protagonismo feminino por meio de conexões.
@francinebezerra @elasdorh.br

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